Como a Escola Conquer criou valor de marca e faturou milhões
A Escola Conquer criou valor de marca ao ensinar o que a educação tradicional sempre ignorou: habilidades reais pra quem quer liderar, vender, negociar e tomar decisões com confiança.
Agora pensa: em algum momento da escola, alguém te ensinou a se comunicar bem? A lidar com o frio na barriga? A conduzir uma equipe? A vender suas ideias?
Se sua resposta for não, você não está sozinho.
Essa foi justamente a insatisfação que deu origem à Escola Conquer, hoje uma das EdTechs mais relevantes do país.
O mais impressionante foi como eles criaram valor de marca, fortaleceram o posicionamento e construíram uma comunidade fiel, transformando o momento de crise no ponto de virada da própria trajetória.
E se você vende online, tem muito o que aprender aqui. Bora conhecer essa jornada!
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A Conquer quase faliu?
Enquanto todo mundo foca em vender, vender e vender, poucos se preocupam em criar conexão verdadeira com o público.
Resultado? Marcas genéricas, produtos que viram commodities e negócios reféns de preço e marketplace.
A grande verdade que ninguém te conta é:
🎯 Quem constrói valor de marca hoje, lidera amanhã. Quem ignora isso, fica invisível.
A Conquer quase quebrou exatamente por ir contra o caminho óbvio. Mas, curiosamente, também foi isso que a salvou.
Como a Escola Conquer criou valor de marca no mercado digital?
Fundada em 2016 por Hendel Favarin e sócios, a Conquer nasceu com uma proposta ousada: ensinar aquilo que o ensino tradicional ignorava.
Numa pequena sala de 45 m² em Curitiba, o objetivo era oferecer formações práticas e relevantes para o mercado:
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Comunicação
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Liderança
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Produtividade
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Negociação e vendas
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Inteligência emocional
Hendel sempre defendeu que habilidades comportamentais deveriam ser matéria obrigatória.
“É um absurdo que não ensinem as pessoas a lidar com o medo de falar em público, ou a influenciar, ou a liderar de verdade. O mundo real cobra isso.”
A proposta caiu no gosto do público. Um ano depois, já eram 13 unidades em oito cidades.
E o segredo? Mais do que cursos, a Conquer vendia pertencimento.
Desde o início, o foco não era só vender cursos.
Era criar uma marca capaz de gerar senso de comunidade, proximidade e lealdade.
Enquanto outras EdTechs seguiam para o digital, a Conquer apostava no presencial.
Era arriscado. Mas funcionava.
Pandemia: o ano em que quase tudo acabou
No começo de 2020, a Conquer tinha 90 colaboradores, 200 professores e dezenas de unidades físicas.
O modelo presencial seguia firme. O digital ainda era complementar.
E então, veio a pandemia. 😱
Em questão de dias, todas as operações físicas precisaram ser suspensas. E com elas, a receita.
A previsão?
Quebrar em pouco tempo.
Como a Conquer alcançou meio milhão de alunos em duas semanas?
Diante da crise, o time não ficou parado.
Em tempo recorde:
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Gravaram 10 cursos online
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Tiveram que demitir parte do time
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Buscaram eficiência operacional
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Repensaram o modelo de negócio
Entre os cursos, estava um sobre Inteligência Emocional — tema essencial em tempos de medo, insegurança e ansiedade generalizada.
E foi aí que tomaram uma decisão ousada:
liberar o curso de forma gratuita.
Sem segunda intenção. Sem plano de vendas no final.
Apenas com um objetivo: ajudar quem estava no meio do caos, tentando salvar o próprio negócio.
Qual foi o impacto da estratégia de conteúdo gratuito da Conquer?
A expectativa era modesta. O time estimava cerca de 20 mil inscritos.
Mas o que aconteceu foi muito além do que eles imaginavam.
Em duas semanas, foram meio milhão de inscritos no curso gratuito.
📈 Resultado:
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A marca explodiu no digital
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Ganhou mídia espontânea
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Recebeu milhares de depoimentos emocionados
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E entrou no ranking das 100 marcas mais lembradas no Brasil durante a pandemia, sendo a única do setor educacional
Tudo isso sem gastar em mídia.
Só com a força da conexão e do propósito.
A virada histórica: R$ 14 milhões em 12 horas
Com a base de meio milhão de novos alunos e um engajamento absurdo, o time da Conquer viu a oportunidade.
Organizaram uma aula final ao vivo para encerrar o curso gratuito e mostrar os cursos pagos como continuação para quem quisesse seguir aprendendo
E ali, pela primeira vez, colocaram em prática uma estratégia comercial de verdade:
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Engajaram a audiência
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Geraram valor até o último minuto
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Ofereceram os cursos pagos ao final
No dia 5 de maio de 2020:
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📺 40 mil pessoas ao vivo no YouTube
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💸 R$ 14 milhões em vendas em apenas 12 horas
O número foi tão fora da curva que superou 75% do lucro do ano anterior inteiro.
Isso no auge da pandemia.
A partir daí, a Conquer não só recontratou quem havia sido demitido durante a crise, como também viu sua base de alunos explodir.
Hoje, são mais de 6 milhões de alunos impactados pelos cursos e treinamentos da marca.
E em 2024, a trajetória ganhou mais um capítulo importante: a holding Wiser Educação, que já reúne marcas como Wise Up, Number One e a editora Buzz, finalizou a compra de 100% da Conquer, numa negociação que avaliou a empresa em impressionantes R$ 400 milhões.
A Escola Conquer desistiu do ensino presencial?
E se você acha que, depois de tudo isso, a Conquer desistiu do ensino presencial, está enganado.
Mesmo bombando no digital, a marca não abriu mão do que sempre fez a diferença: o contato humano.
Seguindo o mesmo movimento da Wise Up, também sob o guarda-chuva da Wiser, a Conquer está retomando sua presença física e traçou um plano ambicioso: chegar a 100 unidades presenciais até 2030, agora no modelo de franquias.
Leia também: Como ganhar dinheiro na internet sem pegadinha: estratégias reais
Lições da Conquer para quem vende online
Se você tem um e-commerce ou negócio digital, anote essas lições:
💬 Construa conexão antes de converter
Venda é consequência de relacionamento. Pessoas compram de quem confiam.
🎁 Ofereça valor genuíno, sem segundas intenções
O curso gratuito da Conquer viralizou porque era útil e humano. Não porque tinha isca.
🗣️ Prova social vale mais que pitch
Os depoimentos e resultados dos alunos fortaleceram a marca mais do que qualquer anúncio.
🛒 Evite ser só mais um no marketplace
Lojas que dependem só de grandes marketplaces não criam comunidade. Ter site próprio e base de leads é vital.
🚀 Invista em marca, mesmo sem ROI imediato
Branding é um ativo. Não dá retorno no mês, mas sustenta negócios por anos.
📆 Trabalhe recorrência e previsibilidade
A Conquer, depois do sucesso, estruturou lançamentos periódicos e baseou sua receita em vendas planejadas.
Resumo de tudo: o que e-commerces podem aprender com o case da Escola Conquer?
-
Branding gera caixa. Mas exige visão de longo prazo e construção contínua de percepção de marca.
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Crise não destrói marca forte. Na verdade, até pode fortalecer.
-
Quem tem comunidade tem poder. A Conquer mostrou que conexão supera qualquer campanha.
Quebrando o mito de que branding é só para marca grande
É comum ouvir:
“Ah, isso funciona porque a Conquer já era conhecida.”
Mas não é bem assim.
Quando começaram, o mercado era engessado, sem inovação e com baixa qualidade.
O diferencial foi investir em branding e comunidade antes de escalar.
Qualquer e-commerce pode — e deve — fazer o mesmo.
A Conquer não sobreviveu só porque tinha bons cursos.
Sobreviveu porque tinha gente que acreditava na marca, no propósito e no valor entregue.
No e-commerce, a lógica é a mesma: quem constrói valor de marca hoje, fatura amanhã e lidera depois.
Veja a entrevista completa com Hendel Favarin!
Quer aprender como criar valor de marca, construir uma comunidade fiel e faturar mais no digital?
Confira o episódio completo do Podcast E-commerce Puro com Hendel Favarin. Os insights estão imperdíveis.
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Pra quem acredita em marca forte
A história da Conquer mostra o que acontece quando uma marca coloca gente no centro e entrega valor de verdade.
Por aqui, a gente segue no mesmo caminho: comunidade ativa, base própria e estratégias que sustentam operações no longo prazo. Não é só sobre vender. É sobre fazer algo que dure.
Se esse conteúdo fez sentido pra você, aproveite para mergulhar nos outros podcasts do nosso canal. Tem muita história boa pra quem vive de e-commerce.
Afinal, isso é Ecommerce Puro: entrega real, conteúdo de verdade e os bastidores que ninguém mostra.
Artigo desenvolvido por Ivan Monteiro.

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