Como vender multimarca: estratégias reais para escalar no e-commerce
Antes de saber como vender multimarca, entenda que o mercado de e-commerce no Brasil não apenas cresce; ele se profissionaliza a passos largos.
Segundo dados da 50ª edição do relatório Webshoppers da NielsenIQ, o setor de Saúde e Perfumaria — onde se encaixa a suplementação esportiva — é um dos pilares que sustentam o crescimento do varejo digital nacional, registrando altas constantes no volume de pedidos.
Estima-se que mais de 50% das vendas globais em marketplaces venham de vendedores multimarca, e no Brasil, o modelo de revenda é a porta de entrada para a maioria dos novos empreendedores, conforme aponta a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).
Mas por que alguns estagnam enquanto outros, como o André Bernardini, líder da G7 Nutrição Esportiva, conseguem faturar R$ 850 mil em um único dia?
A resposta não está apenas no que você vende, mas em como você opera.
O André é um exemplo vivo de que a transição do varejo físico para o digital exige uma mudança radical de mentalidade. Ele transformou uma operação tradicional de lojas de rua em uma potência do e-commerce, provando que entender como vender multimarca é, antes de tudo, entender de logística e fluxo de caixa.
Neste artigo, vamos desbravar as estratégias que transformaram a G7 em um case de sucesso no Ecommerce Puro, focando em escala, eficiência e na psicologia por trás da revenda de grandes marcas. Bora lá?! 🚀
O cenário Multimarca: oportunidade ou armadilha?
Vender produtos de marcas consagradas como Max Titanium, Integralmédica ou Darkness parece o caminho mais fácil. O tráfego já existe. O cliente já busca pelo produto.
No entanto, é aqui que muitos falham. Se você vende o que todo mundo vende, o preço se torna sua única arma — e essa é uma estratégia que leva à falência rápida devido à compressão das margens.
O André, no entanto, seguiu um caminho diferente. Ele entendeu que, no modelo multimarca, você não é apenas um vendedor de potes; você é um prestador de serviços logísticos e de confiança.
O cliente de suplementos não compra apenas a proteína; ele compra a garantia de que o produto é original e que a entrega será rápida para não interromper o treino. “O segredo foi entender que o Full resolveu a nossa incompetência de estoque”, afirma André. Essa frase resume a virada de chave: a escala requer foco na eficiência.
👉 Leia também: Marketing para E-commerce: a estratégia para escalar vendas
1. A mentalidade do Giro: o coração da operação
Se você quer aprender como vender multimarca, precisa se apaixonar pelo giro de estoque, não pelo produto.
No e-commerce de revenda, o lucro mora na velocidade com que o seu capital completa o ciclo.
De acordo com o levantamento NuvemCommerce da Nuvemshop, o nicho fitness e de saúde é um dos que possui maior taxa de recompra, o que é um prato cheio para quem sabe gerir estoque.
Se o produto fica 30 dias parado na sua prateleira, ele está consumindo sua margem em custos fixos e depreciação de capital.
O case da G7 mostra que o foco deve ser nas “marcas locomotivas”. São aqueles itens que possuem uma demanda tão alta que o risco de ficarem parados é quase nulo.
Ao focar nesses produtos e garantir disponibilidade constante, você cria um fluxo de caixa saudável. Isso permite que você negocie melhor com a indústria, comprando em maiores volumes e garantindo condições comerciais que favoreçam sua operação perante a concorrência.
2. Eficiência operacional: menos é mais
Um dos dados mais impressionantes do case G7 é o tamanho da equipe. Como uma empresa que fatura milhões e processa milhares de pedidos por dia consegue operar com apenas 5 pessoas?
A resposta é a automação e a escolha estratégica de canais de saída.
Muitos empreendedores cometem o erro de inflar a folha de pagamento assim que as vendas crescem, acreditando que “mais braços” resolvem problemas de escala.
O André optou pelo caminho inverso: simplificou processos.
Ao utilizar 100% de modelos de Fulfillment (como o Mercado Livre Full e o Amazon FBA), a G7 eliminou a necessidade de uma equipe gigantesca de separação, conferência e embalagem.
Isso reduz os erros e escala o negócio de forma infinita, sem aumentar proporcionalmente os custos fixos. No modelo multimarca, a margem é estreita; logo, a eficiência operacional deve ser máxima.
Sua operação está pronta para o próximo nível?
Você sente que está trabalhando muito, mas o lucro parece não acompanhar o crescimento das vendas?
O modelo multimarca exige um olhar clínico sobre os números e processos que a maioria dos cursos de “venda na internet” não ensina.
Se você quer sair do amadorismo e construir uma operação enxuta e altamente lucrativa como a do André, você precisa de acompanhamento de quem vive o campo de batalha diariamente.
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3. Como vencer a Buy Box sem queimar margem
A pergunta de um milhão de reais para quem busca como vender multimarca é: “Como eu ganho a venda se o meu concorrente vende o mesmo item 1 real mais barato?”.
Nos grandes marketplaces, a Buy Box (o botão de compra principal) não é decidida apenas pelo preço, mas por um conjunto de variáveis que o algoritmo monitora em tempo real.
- Velocidade de entrega: produtos no Full ganham prioridade máxima porque a plataforma garante a experiência.
- Reputação da conta: cancelamentos, reclamações e atrasos são fatais para um revendedor multimarca.
- Localização geográfica: estar nos centros de distribuição das plataformas reduz o frete e o tempo de entrega para o cliente final.
O André destaca que a Amazon se tornou um canal de escala brutal para a G7. No primeiro mês de operação séria na plataforma, eles bateram R$ 600 mil em vendas. Isso só foi possível porque eles já tinham a “casa arrumada” e sabiam que a agilidade na reposição era o que manteria a loja no topo das buscas.
Para vender multimarca na Amazon, o rigor com o estoque é ainda maior, e o retorno vem na mesma proporção.
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4. Relacionamento com a Indústria: de comprador a parceiro
Para escalar como multimarca, você precisa ser visto pelos fabricantes como um parceiro estratégico.
A G7 conseguiu isso através da constância e da transparência. Quando você prova para a indústria que tem capacidade de escoar grandes volumes de forma ética e organizada, as portas se abrem para negociações exclusivas, lançamentos antecipados e verbas de marketing cooperado.
“O empreendedor é um resolvedor de problemas”, diz André. No caso da multimarca, o problema que você resolve para a indústria é a capilaridade.
A indústria é boa em fabricar; ela nem sempre é boa em atender o consumidor final com a agilidade que o digital exige.
Se você faz esse “meio de campo” com perfeição, você se torna indispensável para a marca.
Dados do setor de saúde e bem-estar (HBC) publicados pelo portal Guia da Farmácia reforçam que a parceria entre distribuição e varejo é o que sustenta o crescimento do setor.
Leia também:
👉 Viver de Mercado Livre vale a pena? Dicas para começar no marketplace em 2026
5. A disciplina como alavanca de negócios
Um ponto fascinante do case é a rotina pessoal do empreendedor. O André acorda às 4h25 da manhã. Para muitos, isso pode parecer um clichê de autoajuda, mas para ele é uma ferramenta de gestão.
A disciplina aplicada na academia e na rotina matinal é a mesma disciplina necessária para conferir relatórios de estoque, métricas de anúncios e fluxo de caixa.
No e-commerce multimarca, onde o ritmo é frenético, ter estabilidade emocional é o que impede o empresário de tomar decisões impulsivas, como entrar em uma guerra de preços predatória que pode comprometer a saúde financeira da empresa.
A escala no digital é um jogo de paciência, precisão e, acima de tudo, resiliência mental.
6. Diversificação de canais: a onipresença estratégica
Embora o Mercado Livre seja gigante, a estratégia multimarca eficiente busca a onipresença. A G7 expandiu para a Amazon e colheu resultados explosivos. Cada marketplace tem uma dinâmica:
- Mercado Livre: foco total em agilidade e volume no Full.
- Amazon: foco em experiência do cliente, Prime e recorrência de compra.
- Shopee: excelente para tracionar produtos de entrada e aproveitar campanhas de tráfego intenso.
Entender como vender multimarca em cada um desses ambientes exige adaptação. O que funciona no Mercado Livre pode precisar de uma precificação ou kit diferente na Amazon.
A diversificação protege seu negócio contra mudanças repentinas de algoritmos ou políticas de uma única plataforma.
7. O papel do Branding no modelo Multimarca
Você pode pensar: “Se eu vendo a marca dos outros, por que preciso de branding?”. A verdade é que o seu branding é a sua confiabilidade.
No mercado de suplementos, a pirataria é um medo constante do consumidor.
Quando a G7 se posiciona como uma empresa séria, com processos claros e entrega rápida, ela constrói a sua própria marca como “o lugar mais seguro para comprar as marcas que eu amo”. Isso gera fidelização e reduz o custo de aquisição de clientes (CAC) ao longo do tempo.
Conclusão: o futuro do revendedor Multimarca no Brasil
O caminho para o sucesso na revenda digital está em ser invisível para os problemas e onipresente para as soluções.
Quando você domina a logística, ajusta sua equipe para ser o mais enxuta possível e foca em produtos de alto giro, a escala deixa de ser um sonho e passa a ser uma consequência matemática.
O André da G7 Nutrição Esportiva não inventou a roda; ele apenas decidiu operá-la com uma precisão que poucos estão dispostos a ter. Ele saiu de uma operação física complexa para um modelo digital simplificado, rentável e escalável.
O modelo multimarca no Brasil ainda tem um oceano de oportunidades para quem decide sair do amadorismo e focar em gestão real.
Se você busca entender a fundo os bastidores dessa operação e ver na prática como cada um desses conceitos foi aplicado no dia a dia da G7, assista ao vídeo completo do case.
Assista ao case completo no YouTube
Quer ver os detalhes da operação da G7 e entender como o André superou o desafio das vendas no digital?
Preparamos um episódio imperdível no canal Ecommerce Puro que detalha faturamento, erros e acertos dessa jornada.
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Saber como vender multimarca é apenas o primeiro passo.
O próximo é a execução de alto nível com quem já conhece as pedras no caminho.
Se você deseja ter o acompanhamento do Gabriel Bollico e da equipe do Ecommerce Puro para escalar sua operação, o momento é agora.
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