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Estratégia omnichannel: como integrar a venda física ao digital

O varejo brasileiro atravessa uma transformação estrutural sem precedentes. De um lado, o consumidor moderno exige uma jornada fluida, onde a barreira entre o online e o offline deixa de existir. Do outro, empresas tradicionais lutam para adaptar as infraestruturas rígidas à velocidade do clique. 

Segundo uma pesquisa de mercado realizada pela Opinion Box e a retail tech Bornlogic, 9 em cada 10 consumidores brasileiros esperam que as marcas ofereçam uma experiência omnichannel integrada. 

No entanto, a execução prática dessa estratégia é onde a maioria das operações falha.

Com o e-commerce nacional projetado para movimentar mais de R$ 260 bilhões em 2026, a integração entre o “chão de fábrica” e o ecossistema digital não é mais um diferencial competitivo, mas um pré-requisito para a sobrevivência e perenidade dos negócios. 

Nosso blog agora analisa minuciosamente os pilares dessa transição utilizando como base a operação da 3Print, uma gigante que fatura R$120 milhões ao ano. 

Demonstraremos como converter uma estrutura física robusta em uma máquina de vendas digital de alta performance, sem perder a essência da produção industrial. Bora lá? 🚀


📺 Conteúdo Exclusivo: Bastidores da Operação

Para entender visualmente como uma fábrica de grande porte organiza o fluxo de pedidos de marketplaces como Mercado Livre e Shopee, assista ao vídeo completo do Gabriel Bollico, CEO do Ecommerce Puro, visitando as instalações da 3Print:


Estratégia omnichannel: desafios e oportunidades

Para gestores que consolidaram marcas no varejo físico ou na indústria B2B, a entrada no e-commerce apresenta desafios sistêmicos que vão muito além da criação de um site. 

As maiores dores envolvem a gestão de estoque unificada, o conflito de canais e a complexidade da logística de última milha (last mile)

No modelo tradicional, o foco está na eficiência de grandes lotes e na previsibilidade de pedidos; no digital, a unidade é a métrica principal e a imprevisibilidade é a regra.

A transição exige uma mudança profunda de paradigma: sair da cultura de “produção para estoque” e migrar para a “inteligência de dados”

O case da 3Print ilustra que o sucesso no digital para quem possui base física depende de três pilares fundamentais:

  • Segregação operacional;
  • Tecnologia de integração de ponta; e
  • Adaptação logística para produtos frágeis.

👉 Leia também: Viver de Mercado Livre vale a pena? Dicas para começar no marketplace em 2026


1. Especialização da Linha de Produção: o coração do omnichannel

Uma das estratégias mais eficazes para evitar que o canal digital canibalize ou desorganize a operação física é a segregação das linhas de produção

Muitos empresários cometem o erro de utilizar a mesma equipe e o mesmo fluxo para atender um pedido de 1.000 unidades de um lojista e um pedido de 1 unidade de um consumidor final do Mercado Livre.

Na operação da 3Print, existe uma distinção clara entre a produção voltada ao B2B e o fluxo do e-commerce (D2C). Essa separação não é apenas física, mas também de processos e mentalidade.


Por que separar as operações em silos produtivos?

A produção para o varejo físico geralmente trabalha com prazos mais longos e volumes previsíveis. Já o e-commerce é volátil e impulsionado por algoritmos

Ao separar as linhas, a empresa garante que um pico inesperado de vendas em uma “Black Friday” ou em uma campanha de influenciadores não interrompa os compromissos de entrega dos grandes contratos físicos.

Essa especialização permite que cada célula produtiva foque em suas métricas de eficiência específicas (como o OEE – Overall Equipment Effectiveness), otimizando o custo por peça produzida. 

Guido Accor, CEO e Proprietário da Arte Própria (responsável pela 3Print), explica que a linha de e-commerce é desenhada para a “batida” do marketplace: velocidade de coleta e etiquetagem instantânea.


Estratégia omnichannel: o estoque zero

Diferente do varejo físico, que muitas vezes exige capital imobilizado em prateleira esperando por um comprador, a integração omnichannel permite a adoção do modelo on-demand

No caso da 3Print, o produto — seja um quadro decorativo ou um espelho — só entra no estágio final de montagem após a confirmação do pedido no marketplace.

Isso traz duas vantagens competitivas brutais:

  1. Redução do risco financeiro: menos capital parado em produtos acabados que podem não ter saída.
  2. Variedade de catálogo (Long Tail): a empresa pode oferecer uma variedade infinita de estampas, tamanhos e molduras em seu catálogo digital, algo que seria fisicamente impossível de manter em estoque em uma loja de varejo tradicional.

2. Eficiência Logística e a Gestão da Fragilidade

O maior gargalo do e-commerce brasileiro é o custo logístico, especialmente para itens de grandes dimensões ou altamente frágeis. 

No contexto de uma estratégia omnichannel, a logística deixa de ser apenas transporte e passa a ser engenharia de materiais e inteligência geográfica.

Inovação em Embalagens como Vantagem Competitiva

A transição da 3Print envolveu uma mudança crítica que salvou a margem de lucro da operação: a substituição do papelão convencional por embalagens de MDF produzidas internamente pela própria fábrica.

No e-commerce, a “quebra” de um produto durante o transporte é um prejuízo duplo: você perde o valor do produto, o custo do frete e, possivelmente, a confiança do cliente

Ao baixar o índice de avarias para 0,3%, a empresa eliminou um dos maiores custos ocultos do digital. Para quem vem do físico, entender que a embalagem para o consumidor final precisa ser muito mais resistente do que a embalagem para um pallet é uma das lições mais valiosas da omnicanalidade.

Localização e o papel do Cross-Docking

A utilização de estruturas físicas existentes como centros de distribuição ou pontos de coleta é uma tática central no omnichannel

Ao descentralizar o estoque ou utilizar a própria fábrica como o ponto de partida do last mile, a operação ganha a agilidade necessária para atender as promessas de entrega “Next Day” ou até “Same Day” exigidas pelas grandes plataformas.

O Guido menciona que a importância de estar integrado aos sistemas de coleta dos marketplaces (como o Mercado Livre Coletas). 

Isso garante que o produto saia da linha de produção direto para o caminhão da transportadora, sem escalas desnecessárias que aumentam o risco de quebra e o tempo de entrega.


3. A necessidade de um ecossistema Integrado

Não existe estratégia omnichannel funcional sem uma base tecnológica robusta que sirva como a “única fonte da verdade”. 

O erro mais comum de indústrias e lojas físicas que tentam migrar para o digital é a tentativa de operar através de planilhas manuais ou sistemas de gestão legados que não possuem integração via API com os canais de venda.

A integração em tempo real de estoque, preços e pedidos é o que separa o amadorismo da escala de milhões. Para que essa engrenagem funcione, é necessário um parceiro tecnológico que entenda a complexidade do e-commerce puro e as nuances da integração indústria-consumidor.


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4. Live Commerce: a fronteira entre o físico e o digital

Um dos pontos altos da estratégia omnichannel da 3Print é a demonstração de como o Live Commerce se tornou um pilar de faturamento

A empresa não apenas vende online; ela transformou uma área da fábrica em um estúdio profissional de transmissão.

Por que o Live Commerce funciona para quem tem estrutura física?

Ao transmitir ao vivo diretamente da fábrica, a empresa utiliza o seu ativo físico (as máquinas, os materiais, o estoque) para gerar autoridade imediata. O consumidor vê que o produto existe, vê a qualidade da moldura e entende o processo de fabricação.

Essa estratégia resolve uma das maiores dores do digital: a falta de tangibilidade. No Live Commerce, a interação em tempo real replica a experiência da venda consultiva de uma loja física, mas com o alcance de milhares de pessoas simultaneamente

Enquanto o e-commerce tradicional tem taxas de conversão que raramente ultrapassam 2%, sessões de live bem executadas podem converter até 10 vezes mais, aproveitando gatilhos de escassez e a prova social dos comentários ao vivo.

👉 Leia também: Consultoria para e-commerce: 4 sinais de que você precisa de uma mentoria em 2026


5. Cultura de dados e o microgerenciamento de margens

A mudança para o omnichannel é, acima de tudo, uma mudança cultural. Em uma fábrica tradicional voltada ao B2B, pequenas ineficiências costumam ser diluídas nos grandes volumes de produção.

No e-commerce, onde o custo de aquisição de clientes (CAC) é variável e as taxas dos marketplaces são fixas, cada centavo economizado no processo produtivo reflete diretamente na última linha do balanço.

O DRE por Canal de Venda

O Guido enfatiza a importância de analisar o DRE (Demonstrativo de Resultados do Exercício) de forma isolada para cada canal. Vender no seu site próprio exige um investimento em tráfego pago que não existe (da mesma forma) no Mercado Livre. 

Por outro lado, o marketplace cobra comissões que podem chegar a 20%.

A estratégia omnichannel bem-sucedida requer que o gestor saiba exatamente qual é o seu Markup em cada plataforma e como os custos logísticos impactam cada uma delas. 

Esse nível de microgerenciamento é o que permite à 3Print escalar para os 120 milhões de faturamento com saúde financeira. Isso sem cair na armadilha de “vender muito e ter prejuízo”.


6. O desafio do atendimento e pós-venda unificado

Outro pilar fundamental da estratégia omnichannel é a personalização do atendimento. O consumidor que compra no digital espera o mesmo nível de suporte (ou até superior) ao que teria em uma loja física.

Na 3Print, o uso de tecnologia para centralizar as mensagens de diferentes canais (SAC, WhatsApp, chats de marketplaces) permite que a equipe de suporte tenha uma visão 360º do cliente.

Se um quadro chega quebrado, a resolução precisa ser instantânea. No omnichannel, o pós-venda não é um custo, mas uma ferramenta de fidelização que garante o LTV (Lifetime Value) do cliente.


Conclusão: o futuro é híbrido e integrado

A jornada da 3Print, detalhada por Gabriel Bolico, CEO do Ecommerce Puro, serve como um guia prático para qualquer empresário que possua uma base física e deseje dominar o ambiente digital. 

A grande lição é que a infraestrutura física não deve ser vista como um fardo ou algo obsoleto, mas sim como um ativo poderoso que, quando aliado à agilidade do e-commerce, cria uma barreira de entrada quase intransponível para concorrentes que são apenas “digitais”.

A estratégia omnichannel permite que a empresa capitalize sobre o melhor dos dois mundos: a solidez e a capacidade produtiva do físico com a escala, a velocidade e os dados do digital. O caminho para os milhões em faturamento passa por essa integração.

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O mercado de e-commerce não tolera o amadorismo. 

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